O Sexto Sentido (1999)

10 fev

Haley Joel Osment, indicado ao Oscar por 'O Sexto Sentido'

Um filme que marca o surgimento de um dos cineastas mais geniais da atualidade. Um primor de inteligência e um ícone do cinema, com um final sensacional.

O Sexto Sentido é considerado por muitos um dos melhores filmes da década de 90. Estreiando em 1999 provavelmente como um azarão e um filme interessante a ser conferido, o segundo trabalho do diretor americano M.Night Shyamalan bate qualquer espectativa e se transforma em um verdadeiro sucesso estrondoso de público e de crítica. Disputando 6 estatuetas no Oscar 2000, O Sexto Sentido foi indicado nas categorias de Melhor Filme, Diretor, Ator Coadjuvante para Haley Joel Osment, Atriz Coadjuvante para Toni Collette, Roteiro Original e Montagem.

O script de The Sixth Sense foi escrito pelo próprio Shyamalan e é um dos pontos mais interessantes a sem focados do filme. Escrevendo uma história totalmente original e muito bem pensada, o diretor e também roteirista toma muito cuidado em todos os minímos detalhes, priorizando sempre a coerência e prevalecendo o clima de suspense. Malcolm Crowe é um psicólogo altamente respeitado. Ele, que no passado falhara com um paciente, levou um tiro deste, que invadira sua casa disposto a culpá-lo pelo dano que lhe foi causado . O tempo passa e surge Cole Sear, um menino que está sofrendo de aparentes danos psicológicos por conta da separação dos pais. Malcolm, querendo ajudar a criança, logo percebe que seu caso é parecidíssimo com o que aquele em falhara no passado, e passa a dar total prioridade para os problemas de Cole. O que Malcolm não desconfia é que Cole tem um segredo que ninguém poderia imaginar: ele pode ver mortos.

A trama fica, a partir daí, incontável. Se você não viu o filme ainda, seria maldade dizer o que vem a seguir e nos próximos minutos de duração, uma vez que esta é a maior graça do filme. Basta saber que algumas ações dos personagens vão influenciar e muito no fantástico final, um encerramento totalmente imprevisível e surpreendente.

Vários fatores contribuiram para que esse final fosse tão aprovado. O clima de suspense não é ignorado em momento algum, deixando sempre aquele tom de tensão e apreensão durante todo o filme. Um fator interessante da direção de Shyamalan é ele dar prioridade aos cenários e à cor vermelha, mais especificamente. Estudos comprovaram que o tom da coloração avermelhada garante a sensação de tensão em boa parte das pessoas. Podemos observar vários objetos da cor vermelha durante o filme todo, como por exemplo a maçaneta da porta da adega da casa de Malcolm que está sempre trancada, ou o balão que Cole observa subir pelas escadas na festa. Mas é possível adiantar que sempre que a cor vermelha aparece, alguma força “oculta” está presente, não se sabe onde, mas está. Isso, naturalmente, não é notado pelos espectadores logo de primeira estância. É preciso ficar atento a cada detalhe para tentar decifrar os mistérios e o que estaria por vir. E o roteiro de Shyamalan procura inserir no espectador justamente essa sensação típica de um suspense bem sucedido, determinado a não perder a atenção daquele que o assiste.

As interpretações são um dos maiores trunfos de O Sexto Sentido. Todos no elenco fazem seu trabalho corretamente, mas até a figura dos experientes Bruce Willis e Toni Collette são ofuscadas pelo excelente Haley Joel Osment. Ele, que não passa de seus 10 anos de idade, possui uma atuação de gente grande, emocionando e surpreendendo o espectador com seus constantes sussurros e rostos apavorados. Algumas cenas mostram como o ator mirim é ótimo, como a da igreja, da festa, a cena do carro e a cena em que ele está deitado na cama de hospital. Quem também está muito bem, embora não seja o melhor papel de sua carreira, é Toni Collette. Ela atua muito bem na pele da mãe de Cole, Lynn Sear. Bruce Willis também não decepciona, mas seu papel às vezes é até mesmo ignorado quando está em cena com o “poderoso” Osment, e talvez Willis se saia melhor em filmes de ação. Neste, ele não brilha, mas também não deixa a desejar.

O Sexto Sentido é um primor de arte também. A maravilhosa fotografia, impressa nas cenas internas e no fato de todos os dias de frio serem nublados, só contribuem para que o clima de tensão prevalecesse no ar a cada segundo de duração. A direção de arte, que usou da já citada cor vermelha, usou vários objetos de madeira, mas fazer aqueles sons característicos de portas rangendo e passos. A reconstrução de uma casa tipicamente americana também se saiu muito bem. A fabulosa montagem de Andrew Mondshein é um dos fatores que contribuem para o sucesso de um suspense, pois sem ela, as cenas de tensão jamais seriam as mesmas.

O Sexto Sentido é um dos melhores filmes de 1999 e de toda a década de 90. É dever assistir a esse suspense, um dos melhores já feitos no gênero, com atuação memoráveis, um diretor talentoso, um roteiro inteligente e o mais importante de toda a projeção, um final arrebatador, que com certeza, vai te surpreender.

2 Respostas to “O Sexto Sentido (1999)”

  1. André Ribeiro 10/02/2010 às 6:32 PM #

    Caraca, choquei no final!

  2. luis otavio 10/02/2010 às 7:49 PM #

    Vi esse filme depois de ter assistido Como se fosse a primeira vez.

    Barrymore filha da p***.

    Mas enfim,Collette e Osment estão brilhantes,e a direção de Shyamalan e impecável.Filmão.

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