O Último Mestre do Ar (2010)

9 set

Primeiro o básico: O filme adapta às telas a história do desenho animado “Avatar”, que narra a jornada de Aang, uma espécie de Messias daquele mundo. Ao ficar bastante tempo congelado e desaparecer da terra,o caos predominou,fazendo com que o povo do fogo conquistasse praticamente o mundo todo. Mas um casal de irmãos encontra Aang e dá início a uma longa jornada chata pra salvar o mundo do mau que é o “fogo” e blá,blá,blá.

Confesso que fui ver ao filme praticamente obrigado, porque nunca vi a série de desenhos animados, a não ser por um ou outro episódio, os quais me entediaram. Mas por falta de opção e um amigo e um irmão tontos, concordamos em ver o filme pra não ter que perder uma noite inteira só andando que nem cabra cega. Enfim, ai chegamos,famintos e fomos comprar os ingressos,a moça enrola uns 10 minutos com eles e faz a gente entrar na hora que está acabando o trailer de Tron: Legacy. Assistimos a mais dois trailers, esperando ansiosamente o tal filme de desenho começar. Bum! A abertura é idêntica a do desenho (segundo meu irmão). Após ele ter dito isso,achei que o resto seria parecido com o desenho e que no mais só seria enjoadão como o próprio e que, no fim das contas, seria um bom divertimento por causa dos grandes efeitos e cenas de ação. Eu estava certo? Definitivamente não. Eu nunca estive tão errado. O filme é ruim sem pedir arrego, maltrata o espectador, chama todos de burros e fala que o cinema não serve pra nada. E agora posso dizer, não é um filme,é uma projeção desnecessária para o mundo.

O filme começa com o livro da água, como no desenho. E leva algumas demoradas e eternas horas de chatice para se completar (sim,este filme é só o primeiro de muitos, nem eu sabia). Este basicamente se resume a duas coisas: monotonia e efeitos visuais incríveis. Sim, embora eu tenha odiado o filme do início ao filme, os efeitos são algo impressionante, destoam de todo o resto do projeto.

Mas você quer saber o que O Último Mestre do Ar tem realmente? Ok, eu não queria, mas lá vai: Tem um bando de meninos que não sabem atuar, muita rapidez, confusão, trilha em excesso, uma chuva de diálogos vazios, cenas clichêzassas, lutas confusas, etc. A escolha do elenco só pode ter sido feita por um indigente que dormia em frente aos estúdios de gravação, ou um cara esquizofrênico. Deve ter sido o pior casting que eu vi reunido em toda minha vida! O Aang (Noah Ringer), herói da história é interpretado por um moleque que acha que cara feia é sinônimo de raiva, alegria, infelicidade, tristeza e afins. Ele só tem uma expressão: bico. Katara é interpretada por uma menina que acha que testa franzida significa todas as expressões, e se reunir esta as do ator que faz Sokka (que trabalha na saga Crepúsculo,veja bem), que nem expressão tem pra mim, reclamar dela é praticamente como reclamar da única expressão da dupla. Enfim, durante o filme todo só aparecem atores mal direcionados e nada bem dirigidos. A impressão que fica é que Shyamalan estava coçando o saco enquanto os atores perguntavam como devia ser tal cena ou em que posição deveria ficar em tal tomada. Descompromisso total de um diretor em decadência extrema, ou melhor, um diretor que, com este filme, escreve em sua lápide “já fui uma vez o pior de todos”.

Pra encerrar, ainda temos três vilões tão ridículos que só trazem gastura e agonias pra quem assiste. O primeiro deles é Zuko, filho do Lorde do Fogo que, renegado por este, seu único objetivo é raptar o Avatar apenas para que seu pai veja que ele é bom. Um personagem triste e pessimamente interpretado por Dev Patel, outro ator que só apresenta uma única expressão facial, e que só funciona como Anwar de Skins. Um personagem que não mostra ser um bom vilão em momento algum. Pelo contrário, ele é tão coitadinho que faz é com que a gente sinta ainda mais pena dele do que dos nossos heróis reais. Em certos momentos eu cheguei a torcer por ele, e esqueci que eu deveria torcer era pro carequinha. O outro vilão é o ainda mais fraco Comandante Zhao (Aasif Mandvi), que além de ser caricato, não acrescenta em nada ao filme. O terceiro e menos importante é o Lorde do Fogo e pai de Zuko, o intérprete, Cliff Curtis, encontra-se totalmente perdido no papel e não sabe pra onde ir, e nitidamente está ali só por causa do cash.

Resumindo, O Último Mestre do Ar só serve para dar uma boa e única risada com a aparição mega rápida de M. Night Shyamalan como um dos figurantes. Também serve de diversão para quem acha que os vilões são sempre os imperialistas. Aqui os vilões são os indianos, e apenas indianos, nem me perguntem por quê. Os personagens são mal desenvolvidos, a montagem corre demais e deixa o filme sem nenhuma emoção. E o que é ainda pior, isso o torna muito confuso e sem profundidade. Foi um erro, algo que nunca deveria ter sido feito. E ao final da sessão, só lembrarei de meu irmão, fã da serie animada me falando “nós realmente vimos isso?”. E olha que elle tem apenas 13 anos. Se isso é um blockbuster, só posso dizer que estamos fodidos, meus caros amigos fãs da sétima arte.

2 Respostas to “O Último Mestre do Ar (2010)”

  1. Rafael Oliveira 10/09/2010 às 11:28 PM #

    Podem me crucificar, mas eu gostei do filme, e olha que eu nem assisti o desenho ;)

  2. Pedro Tavares 04/01/2011 às 4:28 PM #

    Rapaz, até agora não sei se O ÚLTIMO MESTRE DO AR é uma chacota ou se Shyamalan quis fazer um blockbuster anti-climático, insosso e morno. Um abraço pra vocês!

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