Intriga Internacional (1959)

23 set

Um filme maravilhoso que mostra como o mestre Hitchcock sabia fazer de tudo e sempre de um jeito extremamente competente e genial. Intriga Internacional já começa inventivo em seus créditos iniciais, projetados pelo também genial Saul Bass, o mesmo que projetou os letreiros de Psicose e Vertigo. Porém não são só o diretor e o letrista que são fodas neste filme. Talvez a alma primordial da genialidade do projeto fique a cargo de Ernest Lehman, que escreve o roteiro, e que mostra tudo que uma pessoa pode jogar de bom, divertido e tenso em um papel. Tudo parte de uma idéia maravilhosa que envolve espionagem e temas relacionados a guerra fria da época (1959), sem ter simbolismos de mais ou politicagem em excesso. Uma história sem trama, porém, com uma sucessão de eventos maravilhosos, como de costume temos um MacGufin que o próprio Hitchcock considerou o mais genial usado em seus filmes e temos um final muito grande, mas grande mesmo.

Tudo começa quando o publicitário Roger O. Thornhill (Cary Grant) sai de seu escritório na hora do rush e vai se encontrar com alguns companheiros num restaurante de um hotel, a partir dai tudo em sua vida muda, ele é sequestrado por engano, embebedado por uma garrafa inteira de Bourbon, quase morto e ainda vai parar na delegacia. Logo depois conta tudo que ocorreu e claro, ninguém acredita nele e seus problemas aumentam ainda mais, quando se dirige à casa que fora sequestrado e lá uma mulher misteriosa finge conhecê-lo e destrói todo seu álibi. Ainda a procura de resposta, Roger vai ao prédio das Nações Unidas saber se o tal de Lester Townsend (suposto homem que o sequestrou) trabalha ali mesmo. Ao chegar ao prédio descobre que o nome é real e decide vê-lo, porém o rosto é o de outra pessoa, e esta é esfaqueada por um dos capangas que haviam sequestrado Roger na noite anterior, e acaba caindo toda a culpa do assassinato nele. Então decide fugir e conhece Eve Kendall (Eva Marie Saint), mulher misteriosa e extremamente bela que o acolhe durante uma fuga e acaba deixando apaixonado. Após isso, começa uma série de eventos e subtramas que só enriquecem os desenvolvimento e ritmo do filme.

Intriga Internacional é considerado por mim, como um dos mais divertidos de sempre, com alguns dos diálogos mais dinâmicos e geniais de todos, e com uma ou duas das maiores cenas do cinema EVER! E é numa dessas duas cenas que está o meu momento preferido de toda a película. A cena clássica e icônica do personagem de Cary Grant no meio do deserto sendo perseguido por um avião que cujo objetivo é a morte do personagem principal. A cena é perfeita! É grandiosa, começa estática em um PG sensacional, e calmamente vai se montando, dai o suspense só cresce, e Roger desce de um ônibus e espera a pessoa que provavelmente ocasionou todos os problemas de seus dias até ali e que no comecinho do filme se revela inexistente. O silêncio predomina, a tensão aumenta, carros passam e a expectativa de Roger e de nós só cresce pois na cena anterior vemos a loira por quem ele se apaixona combinar com um dos vilões algo, que provavelmente levaria o protagonista ao tal lugar deserto. E com silêncio por mais de 5 min., ouvimos o avião e começa a correria e tudo acaba em uma explosão gigantesca envolvendo o avião e um caminhão de combustível.

Uma resposta to “Intriga Internacional (1959)”

  1. Renan Marino 30/09/2010 às 12:23 AM #

    Filmaço do Hitch. Grande obra-prima.

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