Tony Curtis: Um dos figurões da Era de Ouro em Hollywood

2 out

No dia 30 de setembro de 2010, o cinema americano perdeu um de seus maiores nomes, o ator Tony Curtis. Famoso nas produções hollywoodianas principalmente nas décadas de 1950 e 1960, esse astro era até pouco tempo uma das maiores lendas vivas da glamorosa Era de Ouro. Seu par de olhos claros e seu topete estrategicamente posicionado na cabeça fizeram dele um dos maiores galãs arrasadores de corações das jovenzinhas de sua época, sendo até hoje considerado um dos atores de maior beleza que já passaram por Hollywood. No entanto, toda essa beleza acabou sendo um empecilho em sua carreira, impedindo que fosse levado a sério como um artista de talento. Hoje sabemos que ele foi um dos mais talentosos nomes de sua época, mas naquele tempo as produtoras só queriam mesmo saber da bilheteria que sua beleza invejável arrecadava.

Seu nome real é Bernard Schwartz, nascido no dia 5 de Junho de 1925, no Bronx, um pouco respeitado bairro de Nova York na época. Filho de um pobre alfaiate, e cheio de problemas de família, chegou a passar um tempo morando num orfanato com seu irmão. Cresceu num ambiente pouco agradável e chegou a se envolver com gangues na sua pré-adolescência. Ainda jovem se alistou na Marinha e foi para a Segunda Guerra Mundial, onde viveu situações dignas de filme lá para os lados do Japão. Ao voltar para a América, usou todo o resto de seus recursos para pagar aulas de interpretação. Não foi preciso muito para se fazer notar depois de alguns papéis pequenos em teatros, chamando atenção de produtores da Universal, conseguindo em seguida um contrato de sete anos com a produtora.

Apesar de ser um dos protegidos da produtora, demorou um pouco até Curtis conseguir um papel bom num filme, o que lhe deu tempo de sobra para ir aperfeiçoando suas habilidades em artes cênicas, esgrima e montaria. Depois de algumas produções pequenas que só visavam atrair o público jovem ao cinema, Curtis recebeu um convite de Burt Lancaster para atuar ao seu lado em Trapézio (Trapeze, 1956) e A Embriaguez do Sucesso (Sweet Smell of Success, 1957), conseguindo finalmente ganhar um reconhecimento maior. Uma coisa levou a outra e logo recebeu uma indicação ao Oscar pelo seu trabalho em Acorrentados (The Defiant Ones, 1958), seguido por uma participação grande e mega famosa na comédia de Billy Wilder, Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot, 1959), num papel arriscado e muito bem sucedido.

Papéis mais respeitados vieram em filmes grandes como Spartacus (Spartacus, 1960), de Stanley Kubrick, e O Homem que Odiava as Mulheres (The Boston Strangler, 1968), interpretando neste último um serial killer inescrupuloso. Apesar dessas grandes oportunidades, nunca quis deixar a comédia de lado, estrelando também bons filmes do gênero, como Boeing Boeing (Boeing Boeing, 1965) ao lado de Jerry Lewis.

A década seguinte foi mais calma para a carreira cinematográfica do ator, onde se focou mais em trabalhos na televisão e teatro, aparecendo vez ou outra nas telonas. Suas atuações mais conhecidas dessa época foram nos filmes O Último Magnata (The Last Tycoon, 1975), de Elia Kazan, e Malícia Atômica (Insignificance, 1985). Na metade final da década de 1980, foi se dedicando mais a outros tipos de arte, como pintura e música.

Sua vida pessoal era um tanto movimentada, sendo casado nada menos que seis vezes, uma delas com a atriz Janet Leigh, famosa por sua participação em “Psicose” (Psycho, 1960), com quem teve a única filha que seguiu a carreira artística do pai, Jamie Lee Curtis.  A mais recente, Jill Vandenbergh Curtis, é 42 anos mais nova, e o total de filhos que teve foram seis. Um de seus filhos já morreu, ainda jovem, trazendo um grande momento de depressão para o ator.

Nos palcos da Broadway teve o prazer participar na versão musical de Quanto Mais Quente Melhor, interpretando o papel de Osgood Fielding III, em 2002. Claro que nesse momento ele já não desfrutava de um sucesso avassalador, podendo aproveitar melhor seu fim devida. Curtis nunca fez questão de esconder o seu desagrado com a vida pública e com o assédio que levava na época de seu estrelato, dizendo certa vez que tinha duas profissões: uma como ator e outra como famoso.

Andava meio sumido de teatros, filmes e televisão nos últimos anos, com a saúde bastante debilitada também. Na noite de quarta-feira do dia 29 de Setembro de 2010, teve uma parada cardíaca e acabou levando óbito horas mais tarde, aos 85 anos. Sua filha Jamie Lee Curtis anunciou sua morte no dia seguinte, frisando que Hollywood perdia ali um de seus grandes nomes.

Por um lado ficamos tristes por essa grande perda sofrida no cinema, mas como consolo sabemos que uma das vantagens desse tipo de arte é o poder de imortalizar seus artistas. Por isso Tony Curtis será sempre lembrado por todos que já tiveram o enorme prazer de vê-lo em cena, conferindo de perto seu grande talento e carisma. Desde sua inesquecível atuação travestida em ‘Quanto Mais Quente Melhor’, ao lado de Jack Lemmon e Marilyn Monroe, até seus papéis mais sérios e cultuados. Tudo pode ser considerado um primor na carreira desse grande intérprete, que soube usar sua vida em dedicação à arte, nos possibilitando assim de checá-lo sempre que possível em seus grandes trabalhos.

4 Respostas to “Tony Curtis: Um dos figurões da Era de Ouro em Hollywood”

  1. Candy Pop 04/10/2010 às 8:59 PM #

    Uau! seu site é demais, e seus comentarios tbm, sera que nòs poderiamos fazer uma parceria? ja linkei seu blog no meu, até mais, bjs!

  2. Rafael Oliveira 05/10/2010 às 12:35 AM #

    Música pros meus ouvidos ;)

  3. milla 18/10/2011 às 10:07 PM #

    sabe o q mais me doí? É saber q todos esses grandes astro da era de ouro de Hollywood estão nós deixando, e eu não paro de chorar porque acada ano que passa nos estamos nos afastando mais,mais e mais do cinema antigo que era tão bom, ta certo que eu não era daquela época, mais queria ter nascido naquela época, não que hoje o cinema seja horrível , mais é que mesmo eu não sendo daquela época, aqueles filmes mexiam com as pessoa, hoje em dia as pessoas vão mais pelos efeitos especiais, eram tão lindas aquelas histórias de amor, apesar de existir apenas no cinema, aquelas atrizes tinham um beleza natural hoje em dia poucas se salvam das plasticas, eu queria muito te vivido naquela época, que pena que esses astros estão nos deixando, eles estão deixando de ser estrelas aqui na terra e estão brilhando no céu iluminando nossas noites, eu só peço a todos os fans do cinema clássico nunca jamais esqueçam dos astros, dos maravilhosos atores e atrizes que foram da era de ouro de Hollywood, porque apesar dos escândalos que eles faziam, eles eram as únicas pessoa que nos faziam sonhar com aquelas história de amor, um dia espero poder mudar isso, I LOVE S2.

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